Diretor da ANM é preso pela PF na Operação Rejeito
O diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Caio Mário Trivellato Seabra Filho, foi preso preventivamente nesta quarta-feira (17) no âmbito da Operação Rejeito, deflagrada pela Controladoria-Geral da União (CGU) e pela Polícia Federal (PF) para investigar supostas fraudes na exploração de minério de ferro em Minas Gerais.
Também foi preso o ex-diretor da PF e atual diretor de Administração e Finanças do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Rodrigo de Melo Teixeira.
A investigação busca apurar possíveis fraudes nas autorizações e licenças ambientais usadas para extrair minério de ferro irregularmente em locais tombados e próximos a áreas de preservação.
Segundo informações da PF, as autorizações e licenças ambientais foram obtidas a partir da corrupção de servidores públicos em órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle ambiental e de mineração como a ANM.
A estimativa é de que os articuladores do esquema faturaram cerca de R$ 1,5 bilhão, valor que foi bloqueado da conta dos investigados. De acordo com a CGU, a investigação identificou projetos em andamento vinculados à organização criminosa com potencial econômico superior a R$ 18 bilhões.
Os investigados que ocupam cargos públicos serão cautelarmente afastados do exercício de seus cargos e funções, conforme determinação da Justiça Federal. Todos os investigados deverão responder por crimes ambientais, usurpação de bens da união, corrupção ativa, corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e embaraçamento à investigação de organização criminosa.
Trivellato foi assessor de Resolução de Conflitos da diretoria da ANM entre 2020 e 2022, quando assumiu a Superintendência de Ordenamento Mineral e Disponibilidade de Áreas. Em 2023 foi indicado para assumir, interinamente, a diretoria da Agência.
Além de Trivellato e Teixeira, outros 20 investigados, cujos nomes não foram confirmados, foram alvos de mandados judiciais de prisão preventiva.
Em nota, a Agência Nacional de Mineração (ANM) informou que tomou conhecimento da operação da PF pela imprensa e que ainda não foi oficialmente comunicada sobre as determinações judiciais.
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) também se posicionou por meio de nota, informando que não se manifesta sobre processos em andamento que envolvam seus colaboradores.
Com informações da Agência Brasil
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