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AngloGold Ashanti registra lucro de US$ 1,3 bilhão no 1T26 e reforça expansão em MG

A AngloGold Ashanti encerrou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) com resultados financeiros e operacionais robustos, impulsionados pela valorização do ouro e pelo avanço da produção em suas operações na América Latina. A mineradora registrou fluxo de caixa livre recorde de US$ 1,2 bilhão no período, quase três vezes acima do resultado obtido no mesmo trimestre de 2025.

A produção global da companhia alcançou 724 mil onças de ouro entre janeiro e março deste ano, alta de 1% em relação às 720 mil onças produzidas no 1T25. Os dados foram divulgados pela empresa na última sexta-feira (08), em Londres.

Na América Latina, as operações localizadas no Brasil e na Argentina somaram 117 mil onças no 1T26. O principal destaque foi o desempenho da unidade brasileira, em Minas Gerais, que atingiu 67 mil onças e registrou crescimento de 16% na comparação anual.

Segundo a companhia, o avanço operacional foi sustentado pelo aumento da produtividade nas frentes subterrâneas do Complexo Cuiabá.

O fluxo de caixa livre da AngloGold Ashanti avançou 190% em relação ao 1T25, passando de US$ 403 milhões para US$ 1,169 bilhão. Já o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais cresceu 136%, totalizando US$ 1,7 bilhão.

O Ebitda ajustado da mineradora somou US$ 2,3 bilhões no período, resultado 130% superior ao registrado um ano antes. O lucro líquido também apresentou crescimento expressivo, avançando 187% e alcançando US$ 1,3 bilhão.

De acordo com o CEO da AngloGold Ashanti, Alberto Calderón, a estratégia da companhia permanece focada na disciplina operacional e no controle de custos.

“Nosso foco continua sendo controlar o que podemos controlar: gerenciar os custos operacionais e garantir resultados operacionais seguros e previsíveis. Isso nos permitiu, mais uma vez, gerar fluxo de caixa livre recorde e retornos de caixa para nossos acionistas, ao mesmo tempo em que impulsionamos nossos projetos de crescimento orgânico”, afirmou o executivo.

Operações em Minas Gerais impulsionam produção

As operações brasileiras da AngloGold Ashanti seguem concentradas em Minas Gerais, especialmente no Complexo Cuiabá, considerado o principal ativo da empresa no país.

Segundo o presidente da AngloGold Ashanti Latam, Luís Lima, a Operação Cuiabá reúne as minas subterrâneas de Cuiabá, em Sabará, e Lamego, entre Sabará e Caeté. Todo o minério extraído é direcionado para a planta metalúrgica do Queiroz, em Nova Lima, onde ocorre o beneficiamento e a fundição.

Atualmente, a Mina Cuiabá é considerada a maior mina subterrânea do Brasil e também o ponto mais profundo em operação no território nacional, com galerias que chegam a 1.600 metros abaixo da superfície.

A companhia informou ainda que sondagens geológicas recentes identificaram mineralização aurífera em profundidades superiores a 2.400 metros, o que pode ampliar a vida útil do ativo e abrir espaço para novos investimentos em infraestrutura mineral.

Na Argentina, a unidade Cerro Vanguardia produziu 50 mil onças de ouro no 1T26, avanço de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Segundo a empresa, o desempenho reflete a estabilidade operacional e a eficiência na gestão dos ativos localizados na província de Santa Cruz.

 

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