Projeto Jaguar de níquel pode receber apoio de R$ 1 bilhão do BNDES
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apresentou uma proposta de financiamento de até US$ 190 milhões — cerca de R$ 1 bilhão — para o Projeto Jaguar, empreendimento de níquel da Centaurus Metals localizado no Pará. A iniciativa reforça o avanço de um dos principais projetos minerais em desenvolvimento no Brasil.
A oferta foi formalizada por meio de uma carta de intenção, ainda não vinculante, e prevê o uso da linha Finem, principal instrumento do banco para projetos de grande porte. O projeto segue agora para etapas finais de avaliação, que incluem análises financeira, jurídica, ambiental e de crédito antes de uma eventual aprovação definitiva.
O apoio do BNDES se soma a um acordo estratégico firmado pela Centaurus com a Glencore, que prevê a venda de parte da produção futura de níquel. A combinação entre financiamento potencial e contrato de comercialização é vista como um sinal positivo ao mercado sobre a viabilidade econômica do projeto.
Para que o acordo com a mineradora internacional entre plenamente em vigor, algumas condições precisam ser cumpridas, como a decisão final de investimento até setembro de 2026, o avanço das obras de infraestrutura — incluindo uma barragem — e o início da produção até o começo de 2029.
Níquel ganha protagonismo na transição energética
O Projeto Jaguar está localizado na província mineral de Carajás e é baseado em depósitos de níquel sulfetado, considerados mais adequados para a produção de níquel de alta qualidade.
O metal é classificado como estratégico para a transição energética global. Além de seu uso tradicional na produção de aço inoxidável, o níquel tem papel crescente na fabricação de baterias para veículos elétricos, especialmente em tecnologias que exigem maior densidade energética.
Nesse contexto, o Brasil busca se posicionar como fornecedor relevante de minerais críticos fora da cadeia asiática, hoje dominante no processamento desses insumos.
Produção e inserção na cadeia global
O projeto prevê a produção de concentrado de níquel, um produto intermediário que ainda requer etapas de fundição e refino para atingir maior valor agregado. Parte desse material deverá ser exportada para processamento no exterior, com destino a instalações da Glencore no Canadá.
Com cronograma que aponta decisão final de investimento em 2026 e início da produção no fim da década, o Projeto Jaguar é visto como um ativo relevante para fortalecer a presença do Brasil no mercado global de minerais críticos e na cadeia de suprimentos da energia limpa.
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