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Setor mineral cresce 10,3% em 2025 e fatura quase R$ 300 bilhões

O setor mineral consolidou, em 2025, um desempenho expressivo e reafirmou seu papel central na economia brasileira. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), o setor encerrou o ano com faturamento de R$ 298,8 bilhões, o que representa crescimento de 10,3% na comparação com 2024, quando faturou R$ 270,8 bilhões.

O resultado representa o 2º maior da história, ficando atrás apenas do faturamento de 2021, quando alcançou R$ 339 bilhões. Em maio de 2021, o minério de ferro chegou a uma cotação recorde de US$ 220 a tonelada.

O minério de ferro permaneceu como principal produto da mineração nacional, respondendo por R$ 157,2 bilhões em receitas, ou 52,6% do faturamento total do setor. Apesar disso, o valor faturado com a commodity registrou recuo de 2,2% no período.

Em termos regionais, Minas Gerais liderou o faturamento, com participação de 39,9%, seguido pelo Pará, com 34,5%, e pela Bahia, com 4,5%, evidenciando a concentração da atividade mineral nessas unidades da Federação.

Os números foram apresentados em entrevista coletiva realizada nesta terça-feira (3), com participação do vice-presidente Fernando Azevedo e do diretor de Assuntos Minerários, Julio Nery.

Para Fernando Azevedo, os resultados refletem uma indústria economicamente sólida, com forte presença no mercado internacional e perspectivas positivas de investimento. Segundo ele, o cenário geopolítico global tem ampliado a demanda por minerais críticos, considerados essenciais para cadeias produtivas ligadas à transição energética, à inovação tecnológica e ao crescimento industrial.

Exportações sustentam balança comercial

No comércio exterior, a mineração brasileira exportou cerca de 431 milhões de toneladas de produtos minerais em 2025, volume 7,1% superior ao registrado no ano anterior. As vendas externas geraram receitas próximas de US$ 46 bilhões, avanço de 6,2% em dólares frente a 2024, com o minério de ferro representando 62,8% do total exportado.

As importações do setor somaram US$ 8,5 bilhões no ano, com estabilidade em valor — alta marginal de 0,1% — e redução de 1,3% em volume, sinalizando menor dependência de determinados insumos vindos do exterior.

Como resultado, o saldo da balança comercial mineral atingiu US$ 37,6 bilhões em 2025, correspondendo a 55% do saldo total da balança comercial brasileira, que fechou o ano em US$ 68,3 bilhões. Em 2024, a participação do setor havia sido de 47%, o que demonstra o fortalecimento da mineração como vetor das exportações nacionais.

Arrecadação cresce e emprego avança

A expansão da atividade também se refletiu na arrecadação. Em 2025, os tributos e encargos recolhidos pela indústria da mineração cresceram cerca de 10%, totalizando R$ 103 bilhões. Desse montante, R$ 7,9 bilhões referem-se à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM). No ano anterior, a arrecadação total havia sido de R$ 93,4 bilhões.

No mercado de trabalho, a indústria extrativa mineral — excluindo petróleo e gás — contabilizou 229.312 empregos diretos em novembro de 2025. Entre janeiro e novembro, o setor gerou 8.330 novas vagas formais, acompanhando o ritmo de crescimento da produção e dos investimentos.

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