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PDAC 2026: Brasil fortalece mineração com novos dados geológicos e estudos de minerais críticos

Durante a abertura do Brazilian Mining Day, realizada nesta terça-feira (3), no âmbito da convenção anual da Prospectors & Developers Association of Canada Convention 2026 (PDAC 2026), o diretor-presidente do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Vilmar Medeiros Simões, afirmou que novos projetos e a ampliação da base de dados geocientíficos têm fortalecido a competitividade do Brasil no cenário mineral internacional.

Segundo Simões, o país tem avançado de forma significativa nos estudos relacionados a minerais críticos, considerados estratégicos para a transição energética global. Entre os recursos destacados estão o Nióbio e o Lítio, minerais amplamente utilizados em tecnologias ligadas à sustentabilidade e à eletrificação.

“O Brasil possui diversas reservas e minerais importantes para a transição energética e sustentável. Temos ampliado nossas fronteiras de conhecimento por meio de estudos e disponibilizado ao mercado e à sociedade informações técnico-científicas relevantes”, afirmou o dirigente.

Outro ponto destacado foi a retomada dos levantamentos aerogeofísicos no país, após cerca de uma década sem a realização de voos para coleta de dados geológicos. O primeiro estado a receber os novos levantamentos foi o Tocantins.

De acordo com Simões, a iniciativa faz parte de um plano mais amplo de expansão do mapeamento geológico nacional. “A proposta é avançar com levantamentos aerogeofísicos e, posteriormente, geoquímicos em diferentes regiões do país, tanto em províncias minerais já conhecidas quanto em áreas ainda pouco exploradas, com o objetivo de identificar novas oportunidades para o setor mineral e para a sociedade”, explicou.

O SGB também tem investido na incorporação de novas tecnologias para aprimorar a prospecção mineral. Entre as ferramentas utilizadas estão sensoriamento remoto de alta resolução, integração de big data geocientífico, inteligência artificial aplicada à exploração mineral e o reprocessamento de dados geofísicos históricos.

Segundo o diretor-presidente, todo o acervo de dados produzido pela instituição é público e pode ser acessado por empresas, pesquisadores e investidores interessados no desenvolvimento de projetos minerais no país.

“O Serviço Geológico do Brasil possui um acervo relevante de informações que está totalmente disponível ao público. A proposta é estimular o desenvolvimento da indústria mineral e viabilizar novos projetos de mineração no Brasil”, afirmou.

Simões também reforçou que o SGB seguirá ampliando iniciativas voltadas à produção de conhecimento geocientífico, oferecendo base técnica sólida, dados confiáveis e cooperação científica aberta. O objetivo, segundo ele, é apoiar tanto o setor produtivo quanto a formulação de políticas públicas voltadas ao uso sustentável dos recursos naturais.

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