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Votorantim Cimentos tem lucro recorde de R$ 3,2 bilhões e acelera investimentos no Brasil

A Votorantim Cimentos encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 3,2 bilhões, resultado que representa um crescimento expressivo de 196% em relação ao ano anterior. O desempenho foi impulsionado pela diversificação geográfica e de portfólio da companhia, além do avanço consistente em eficiência operacional.

A receita líquida global consolidada somou R$ 29,4 bilhões no período, o que corresponde a um aumento de 9% na comparação com 2024, desconsiderando os efeitos cambiais. O resultado foi sustentado principalmente pelo maior volume de vendas, pela dinâmica positiva de preços e pelo crescimento de receitas provenientes de novos negócios.

O volume global de vendas de cimento alcançou 37 milhões de toneladas em 2025, alta de 5% em relação ao ano anterior.

O EBITDA ajustado — indicador que mede o desempenho operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização — totalizou R$ 7 bilhões, com crescimento de 7% em moeda local na comparação anual. A margem EBITDA permaneceu estável em 24%, refletindo a consistência dos resultados operacionais.

Os investimentos (Capex) da companhia somaram R$ 3,7 bilhões em 2025, avanço de 14% frente ao ano anterior. Os recursos foram direcionados principalmente para projetos de descarbonização, aumento de competitividade, expansão de capacidade e desenvolvimento de novos negócios.

Do plano de investimentos de R$ 5 bilhões previsto para o Brasil entre 2024 e 2028, cerca de R$ 2,7 bilhões já estão em execução. Entre os principais projetos estão novas unidades de moagem em Salto de Pirapora (SP), Edealina (GO) e Nobres (MT), além da modernização de fornos em Xambioá (TO) e da reativação de operações em Laranjeiras (SE) e Esteio (RS).

A empresa também avançou em melhorias logísticas e operacionais na região Sul, ampliando a disponibilidade de produtos. Com esses investimentos, a expectativa é adicionar 3,7 milhões de toneladas de capacidade produtiva já em 2026.

Outro destaque é a construção de uma nova fábrica de argamassas em Edealina (GO), com capacidade anual de 300 mil toneladas e previsão de início das operações em 2027.

Na área financeira, a companhia encerrou 2025 com alavancagem de 1,63 vez (relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado), leve redução em relação ao ano anterior. A estratégia incluiu a reestruturação de dívidas, com a postergação de R$ 2,2 bilhões em vencimentos para prazos entre 2030 e 2033, além da redução de custos financeiros.

As agências de classificação de risco Moody’s, S&P e Fitch mantiveram o rating da empresa em grau de investimento, todos com perspectiva estável, reforçando a solidez financeira da companhia.

No campo ambiental, a Votorantim Cimentos manteve o avanço em sua estratégia de descarbonização. Em 2025, a emissão líquida foi de 552 kg de CO₂ por tonelada de cimento, estável na comparação anual e representando uma redução de 27,7% em relação aos níveis de 1990.

Entre os destaques está a ampliação do uso de combustíveis alternativos, como biomassa e resíduos, além de investimentos em tecnologias de coprocessamento. No Brasil, a empresa concluiu melhorias operacionais em Salto de Pirapora (SP), aumentando a eficiência no uso de resíduos industriais.

A companhia também reforçou sua atuação em economia circular com a expansão da Verdera, unidade de gestão de resíduos, incluindo a inauguração de uma planta de processamento de pneus em Cuiabá (MT).

No segmento de energia, a empresa antecipou a entrada em operação do Parque Solar de Paracatu (MG), com capacidade de 100 MW médios, elevando a participação de fontes renováveis em sua matriz elétrica. Além disso, firmou contrato para aquisição de energia eólica, o que permitirá que mais de 90% do consumo elétrico no Brasil seja proveniente de fontes renováveis.

Desempenho por região

No Brasil, a receita líquida atingiu R$ 14,5 bilhões em 2025, alta de 13% em relação ao ano anterior. O EBITDA ajustado no país foi de R$ 2,8 bilhões, crescimento de 8%, sustentado pelo aumento de vendas e pela evolução de novos negócios.

Na América do Norte, a receita líquida chegou a R$ 8,6 bilhões, avanço de 4% (excluindo câmbio), mesmo em um cenário de maior volatilidade econômica. O EBITDA ajustado foi de R$ 2,3 bilhões, com leve crescimento de 1%.

Na Europa e Ásia, a receita líquida somou R$ 4,5 bilhões, alta de 8%, impulsionada pelo aumento de volumes e ganhos de eficiência, especialmente na Espanha e na Turquia. O EBITDA da região cresceu 29%, totalizando R$ 1,5 bilhão.

Já na América Latina, a companhia registrou crescimento de 25% na receita líquida em moeda local, mesmo diante de desafios econômicos na Bolívia e no Uruguai. O EBITDA ajustado atingiu R$ 251 milhões, avanço de 56%, refletindo ganhos de eficiência e melhoria na dinâmica de preços.

 

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