
A Kinross Gold encerrou o terceiro trimestre de 2026 (3T26) com lucro líquido de US$ 583,2 milhões, equivalente a US$ 0,49 por ação, em um período marcado pela redução da produção de ouro e pela revisão das projeções operacionais para 2026 e 2027. O resultado ajustado alcançou US$ 591,3 milhões, ou US$ 0,50 por ação.
Entre julho e setembro, a mineradora canadense produziu 424.693 onças equivalentes de ouro, volume aproximadamente 15,7% inferior às 503.862 onças registradas no mesmo período de 2025. A retração refletiu a menor produção planejada em algumas unidades e dificuldades enfrentadas nas minas La Coipa, no Chile, e Round Mountain, nos Estados Unidos.
A produção da unidade de Paracatu passou de 150.367 onças equivalentes no 3T25 para 146.428 no 3T26, uma queda de aproximadamente 2,6%. O custo de produção ficou em US$ 1.202 por onça vendida.
A receita trimestral somou US$ 1,77 bilhão, queda de aproximadamente 2% em relação aos US$ 1,80 bilhão registrados um ano antes. A redução foi influenciada principalmente pelo menor volume de ouro produzido e comercializado.
Kinross revisa projeções de produção para 2026 e 2027
A companhia anunciou em setembro uma revisão de suas estimativas de produção para os próximos dois anos. A nova expectativa é alcançar entre 1,84 milhão e 1,86 milhão de onças equivalentes de ouro por ano em 2026 e 2027, patamar entre 2% e 3% abaixo do limite inferior das projeções anteriores.
A mudança está concentrada principalmente nas operações de La Coipa e Round Mountain. No Chile, condições climáticas extremas prejudicaram as atividades de lavra e beneficiamento, enquanto dificuldades relacionadas à recuperação metalúrgica também afetaram o desempenho. Já a unidade norte-americana enfrenta desafios operacionais que exigem medidas para melhorar a produtividade.
Apesar das dificuldades, a Kinross informou que suas principais operações, incluindo Paracatu, em Minas Gerais, e Tasiast, na Mauritânia, apresentaram desempenho alinhado às expectativas.
Custos de produção aumentam no trimestre
O custo de produção por onça equivalente de ouro vendida atingiu US$ 1.502 no terceiro trimestre, ante US$ 1.150 no mesmo intervalo de 2025.
O aumento foi associado à elevação das despesas com energia, serviços contratados e insumos, além da redução dos volumes produzidos e do crescimento dos royalties relacionados à valorização do ouro.
O custo total de sustentação atribuível (AISC), indicador utilizado para avaliar os gastos necessários à manutenção das operações, ficou em US$ 1.947 por onça equivalente vendida.
Fluxo de caixa e preço do ouro sustentam resultados
Mesmo com a retração da produção, a Kinross registrou fluxo de caixa operacional de US$ 714,4 milhões e fluxo de caixa livre atribuível de US$ 281,3 milhões no trimestre.
O preço médio realizado do ouro alcançou US$ 4.249 por onça, crescimento de 23% na comparação anual, contribuindo para compensar parte dos impactos da menor produção.
Ao final de setembro, a companhia possuía US$ 2,6 bilhões em caixa e equivalentes, além de uma posição de caixa líquido de US$ 1,9 bilhão.
Diante da geração de caixa, a mineradora ampliou de 40% para 50% sua meta de retorno do fluxo de caixa livre aos acionistas em 2026.
A companhia segue concentrada na recuperação do desempenho das unidades afetadas, no controle de custos e na execução de seu planejamento operacional para os próximos trimestres.
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