VALE REGISTRA QUEDA DE 53% NO LUCRO DO 3º TRIMESTRE, APESAR DE ALTA NA RECEITAKINROSS REGISTRA LUCRO DE US$ 583 MILHõES NO 3T26 APóS REDUZIR PROJEçãO DE PRODUçãOGLENCORE E CNGR COMPRAM CINCO ANOS DA PRODUçãO DE NíQUEL DO PROJETO JAGUARVALE VAI AMPLIAR REAPROVEITAMENTO DE REJEITOS DE MINéRIO DE FERRO EM MGGERDAU TEM LUCRO LíQUIDO DE R$ 1,52 BILHãO NO 3T26, ALTA DE 39,7%RECICLAGEM DE ALUMíNIO GANHA IMPORTâNCIA ESTRATéGICA DIANTE DE DéFICIT GLOBALPILAR GOLD RETOMA OPERAçõES EM GOIáS E MIRA AUMENTO DA PRODUçãOBHP E CODELCO AVALIAM POTENCIAL DE DEPóSITO DE COBRE PRóXIMO à ESCONDIDADECRETO SOBRE MINERAIS CRíTICOS é AGUARDADO POR INVESTIDORESPRODUçãO DA SAMARCO CRESCE 4% NO 3T26 E ATINGE MAIOR NíVEL DESDE RETOMADAANM DESTINA R$ 10,38 MILHõES à MODERNIZAçãO DA FISCALIZAçãO DE BARRAGENSALCOA LUCRA US$ 483 MILHõES NO 3T26, CRESCIMENTO DE 108%STF SUSPENDE LICENçA DA BELO SUN PARA PROJETO DE MINERAçãO DE OURO NO PARáPRêMIO CBMM RECONHECE PESQUISADORES DA USP E EMBRAPAVALE BUSCA CAPTAR ATé US$ 1,4 BILHãO NA CHINA COM EMISSãO DE PANDA BONDSANGLO AMERICAN: PRODUçãO DO MINAS-RIO SOBE 24% NO 3º TRIMESTRECODELCO FIRMA PARCERIA DE CINCO ANOS PARA AVANçAR NA AUTOMAçãO DAS OPERAçõES SUBTERRâNEASJAGUAR MINING AUMENTA PRODUçãO DE OURO EM 30% NO 3T26GRUPO J. MENDES SUSPENDE ATIVIDADES DA JMN MINERAçãO EM MGCEDRO OBTéM LICENçA AMBIENTAL PARA PORTO DE R$ 3,6 BILHõES NO RJVALE REGISTRA QUEDA DE 53% NO LUCRO DO 3º TRIMESTRE, APESAR DE ALTA NA RECEITAKINROSS REGISTRA LUCRO DE US$ 583 MILHõES NO 3T26 APóS REDUZIR PROJEçãO DE PRODUçãOGLENCORE E CNGR COMPRAM CINCO ANOS DA PRODUçãO DE NíQUEL DO PROJETO JAGUARVALE VAI AMPLIAR REAPROVEITAMENTO DE REJEITOS DE MINéRIO DE FERRO EM MGGERDAU TEM LUCRO LíQUIDO DE R$ 1,52 BILHãO NO 3T26, ALTA DE 39,7%RECICLAGEM DE ALUMíNIO GANHA IMPORTâNCIA ESTRATéGICA DIANTE DE DéFICIT GLOBALPILAR GOLD RETOMA OPERAçõES EM GOIáS E MIRA AUMENTO DA PRODUçãOBHP E CODELCO AVALIAM POTENCIAL DE DEPóSITO DE COBRE PRóXIMO à ESCONDIDADECRETO SOBRE MINERAIS CRíTICOS é AGUARDADO POR INVESTIDORESPRODUçãO DA SAMARCO CRESCE 4% NO 3T26 E ATINGE MAIOR NíVEL DESDE RETOMADAANM DESTINA R$ 10,38 MILHõES à MODERNIZAçãO DA FISCALIZAçãO DE BARRAGENSALCOA LUCRA US$ 483 MILHõES NO 3T26, CRESCIMENTO DE 108%STF SUSPENDE LICENçA DA BELO SUN PARA PROJETO DE MINERAçãO DE OURO NO PARáPRêMIO CBMM RECONHECE PESQUISADORES DA USP E EMBRAPAVALE BUSCA CAPTAR ATé US$ 1,4 BILHãO NA CHINA COM EMISSãO DE PANDA BONDSANGLO AMERICAN: PRODUçãO DO MINAS-RIO SOBE 24% NO 3º TRIMESTRECODELCO FIRMA PARCERIA DE CINCO ANOS PARA AVANçAR NA AUTOMAçãO DAS OPERAçõES SUBTERRâNEASJAGUAR MINING AUMENTA PRODUçãO DE OURO EM 30% NO 3T26GRUPO J. MENDES SUSPENDE ATIVIDADES DA JMN MINERAçãO EM MGCEDRO OBTéM LICENçA AMBIENTAL PARA PORTO DE R$ 3,6 BILHõES NO RJ
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Vale registra queda de 53% no lucro do 3º trimestre, apesar de alta na receita

A Vale registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,255 bilhão no terceiro trimestre de 2026, uma redução de 53% em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado foi pressionado principalmente pela queda dos preços realizados do minério de ferro, pela redução da produção e pelo aumento dos custos operacionais e logísticos. Os dados foram divulgados pela mineradora nesta quinta-feira (29).

Apesar da retração no lucro, a receita líquida avançou 2% na comparação anual, alcançando aproximadamente US$ 10,6 bilhões. O crescimento foi sustentado pelos preços mais elevados de cobre, níquel e subprodutos, que compensaram parcialmente a desvalorização do minério de ferro.

O Ebitda proforma, indicador que representa o resultado operacional antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou US$ 3,51 bilhões, queda de 20% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Já o Ebitda ajustado foi de US$ 3,33 bilhões, recuo de 24%.

A geração de caixa também apresentou redução. O fluxo de caixa livre recorrente totalizou US$ 1,37 bilhão, queda de 12% na comparação anual. Os investimentos da companhia permaneceram estáveis, em aproximadamente US$ 1,25 bilhão no trimestre.

Produção de minério de ferro cai 6%

A produção de minério de ferro da Vale alcançou 88,4 milhões de toneladas no terceiro trimestre, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. A redução foi influenciada principalmente pela menor disponibilidade de minério bruto em Serra Norte, no Sistema Norte.

Na contramão desse desempenho, o complexo de Serra Sul (S11D), em Carajás (PA), registrou recorde trimestral de produção, com 23,8 milhões de toneladas.

Mesmo com a retração na produção, as vendas de minério de ferro totalizaram 86,3 milhões de toneladas, crescimento de 0,3% em relação ao terceiro trimestre do ano anterior. A diferença foi sustentada pela comercialização de estoques.

O preço médio realizado dos finos de minério de ferro ficou em US$ 85,10 por tonelada, queda de 10% na comparação anual. A redução refletiu os preços internacionais mais baixos e ajustes temporários na composição das vendas, incluindo operações com frete incluído.

A companhia reafirmou sua projeção de produção de minério de ferro para 2026, entre 335 milhões e 345 milhões de toneladas.

Custos de produção e frete pressionam margens

O aumento das despesas operacionais foi um dos principais pontos de atenção do balanço. O custo caixa C1 do minério de ferro, que considera os gastos diretos da mina até o porto, alcançou US$ 23,10 por tonelada, alta de 12% em relação ao terceiro trimestre de 2025.

Segundo a companhia, a elevação foi influenciada pela valorização do real e pelos custos do diesel. Já o custo all-in, que incorpora despesas adicionais, incluindo frete, royalties e outros componentes, subiu 21%, para US$ 60,40 por tonelada.

O encarecimento do transporte marítimo teve impacto significativo sobre a rentabilidade. A Vale estimou em US$ 275 milhões o efeito negativo do frete sobre o Ebitda na comparação anual. A pressão foi intensificada pelo aumento dos preços dos combustíveis e pela valorização do real frente ao dólar.

Para reduzir a exposição à volatilidade, a mineradora utilizou estratégias de proteção financeira. A combinação de hedge de petróleo e contratos futuros de frete proporcionou benefício econômico de US$ 97 milhões no trimestre, contribuindo para amortecer parte do aumento das despesas logísticas.

Cobre e níquel apresentam desempenhos diferentes

Na divisão de metais básicos, os resultados tiveram comportamentos distintos. As vendas de cobre recuaram 4%, impactadas pela manutenção programada do moinho SAG da mina de Sossego, no Pará. Por outro lado, o preço realizado do metal avançou 56% na comparação anual, para US$ 15.314 por tonelada.

No níquel, as vendas cresceram 16,1%, impulsionadas pelo aumento da produção. O preço médio realizado foi de US$ 16.898 por tonelada, enquanto os custos totais avançaram 18%, influenciados principalmente por despesas com manutenções programadas.

A Vale reafirmou as projeções de produção para 2026 e indicou expectativa de desempenho na metade superior das faixas previstas para cobre e níquel.

Retomada de Fábrica e investimentos

Entre os destaques operacionais do período, a mineradora informou a retomada das atividades da mina de Fábrica, em Minas Gerais, em setembro. A operação havia sido paralisada anteriormente, e seu retorno contribui para a recomposição dos volumes de produção.

A companhia também aprovou o projeto Salobo CPF, que prevê ampliar a capacidade de produção de Salobo III, no Pará, de 12 milhões para 18 milhões de toneladas por ano.

O balanço do terceiro trimestre mostra que, embora a Vale mantenha uma geração expressiva de caixa e tenha conseguido compensar parte da pressão sobre o minério de ferro com os resultados de cobre e níquel, a combinação de preços menores, queda de produção e custos logísticos elevados reduziu sua rentabilidade. O desempenho dos próximos meses dependerá, entre outros fatores, da recuperação dos volumes, da evolução dos preços das commodities e da capacidade de controlar as despesas operacionais e de transporte.

 

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