
A Atlas Lithium deu mais um passo para colocar em operação seu principal projeto de lítio no Brasil. A empresa anunciou a obtenção da licença ambiental que autoriza a ampliação do Projeto Neves, localizado no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, permitindo o avanço da implantação conforme previsto no planejamento da companhia.
A autorização segue as diretrizes do Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS), elaborado pela SGS Canada, que projeta produção anual de aproximadamente 146 mil toneladas de concentrado de lítio. O documento também estima Taxa Interna de Retorno (TIR) pós-impostos de 145% e recuperação do investimento em cerca de 11 meses.
De acordo com a Atlas Lithium, o custo operacional do empreendimento foi estimado em US$ 489 por tonelada de concentrado, abaixo dos preços recentes de mercado mencionados pela empresa, próximos de US$ 2,2 mil por tonelada. Para a companhia, esses indicadores reforçam o potencial econômico do Projeto Neves.
Em comunicado, o CEO e chairman Marc Fogassa afirmou que a licença representa uma etapa estratégica para transformar o projeto em uma operação comercial. Segundo ele, a expansão deverá contribuir para a criação de empregos, estimular o desenvolvimento regional e manter elevados padrões ambientais.
A mineradora informou que pretende ampliar significativamente a contratação de trabalhadores na região. Segundo a empresa, os salários oferecidos superam, em média, o dobro dos praticados localmente e incluem benefícios como plano de saúde familiar.
Para a execução do projeto, a Atlas Lithium contratou empresas brasileiras como Promon Engenharia, TSX Engineering, Cerne Construções e Alfa Engenharia. A companhia também informou que sua planta modular de processamento por separação em meio denso (DMS) já está no Brasil e aguarda apenas o início da montagem.
Segundo a empresa, a unidade foi desenvolvida para simplificar as etapas de transporte e instalação, além de operar com recirculação de água e disposição de rejeitos totalmente a seco, reduzindo o consumo hídrico e os impactos ambientais.
A Atlas Lithium afirma possuir aproximadamente 557 quilômetros quadrados em direitos minerais de lítio, área que, segundo a companhia, representa a maior posição entre empresas listadas na bolsa com ativos voltados ao mineral no Brasil.
A estratégia de crescimento também conta com o aporte de US$ 30 milhões realizado pela Mitsui & Co., conglomerado japonês que passou a integrar o quadro de acionistas da empresa. Além disso, a Atlas Lithium mantém participação de cerca de 20% na Atlas Critical Minerals Corporation, companhia com ativos em terras raras, grafite e titânio.
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