
A Jaguar Mining anunciou novos resultados de sua campanha de sondagem na Mina Pilar, localizada no município de Caeté, em Minas Gerais, que confirmam a continuidade da mineralização aurífera da Zona BA em profundidade. A principal novidade do programa é a comprovação de que o corpo mineralizado permanece aberto e consistente ao longo de mais de 1,5 quilômetro de extensão em mergulho, ampliando significativamente o potencial de crescimento do empreendimento.
Os resultados representam um importante avanço para a estratégia da companhia de transformar alvos exploratórios em recursos minerais formais, reduzindo riscos geológicos e criando condições para ampliar a vida útil da mina (Life of Mine – LOM).
Segundo a empresa, os trabalhos de sondagem confirmaram a continuidade da Zona BA por pelo menos 1,5 quilômetro abaixo das áreas atualmente lavradas, permanecendo aberta em profundidade. Além disso, os dados obtidos sustentam a modelagem geológica para cerca de 300 metros verticais adicionais além dos níveis atuais de mineração.
A Jaguar destacou que a previsibilidade estrutural observada nas perfurações permite planejar futuras etapas de desenvolvimento subterrâneo com maior segurança e menor risco operacional.
“O potencial desse alvo exploratório não é apenas teórico, mas um caminho concreto para o crescimento da operação”, afirmou Armando Massucatto, gerente-geral de Exploração da companhia.
Teores de ouro superam média atual das reservas
Outro destaque da campanha foi a identificação de interceptações com teores de ouro superiores à média atual das reservas da mina. Entre os principais resultados divulgados estão:
- 5,30 metros com teor de 8,52 gramas de ouro por tonelada (g/t Au);
- 10 metros com teor de 5,82 g/t Au;
- 2,20 metros com teor de 18,20 g/t Au;
- 2,30 metros com teor de 17,97 g/t Au;
- 5,90 metros com teor de 7,18 g/t Au.
Os resultados reforçam o potencial de expansão de recursos minerais em uma das principais áreas produtivas da companhia em Minas Gerais.
De acordo com a Jaguar Mining, a mineralização da Mina Pilar está hospedada em formações ferríferas bandadas (BIFs), típicas do Quadrilátero Ferrífero. O ouro encontra-se associado à interseção de dobras geológicas regionais com essas formações, criando zonas de maior concentração mineralizada.
A empresa destaca que a continuidade dessas estruturas em profundidade reduz significativamente o risco de interrupção da mineralização, aumentando a confiabilidade dos modelos geológicos e das futuras campanhas de exploração.
Os novos resultados integram a estratégia corporativa da Jaguar de converter alvos exploratórios em recursos minerais formalmente reconhecidos. Caso o potencial identificado seja confirmado em futuras campanhas, a companhia poderá ampliar suas reservas e prolongar a operação da Mina Pilar por vários anos.
A Mina Pilar integra o Complexo Caeté, um dos principais ativos da Jaguar Mining no Quadrilátero Ferrífero, região considerada uma das mais importantes províncias minerais do mundo para produção de ouro e minério de ferro.
Além da expansão exploratória em Pilar, a Jaguar informou que o Complexo Paciência, que está em regime de care and maintenance desde 2012, encontra-se em avaliação para retomada das operações ainda em 2026. A companhia também opera o Complexo Turmalina e mantém uma extensa área de pesquisa mineral em Minas Gerais.
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