
A Brazilian Nickel está em busca de investidor-âncora para concluir a estrutura financeira do Projeto Piauí Níquel, iniciativa avaliada em US$ 1,4 bilhão que deverá produzir níquel e cobalto destinados principalmente à indústria de baterias.
A mineradora negocia a entrada de um investidor-âncora que ajude a impulsionar a captação de recursos junto a fundos de investimento e instituições financeiras internacionais. Para essa etapa, a empresa conta com o apoio da Rothschild & Co. na coordenação global das operações financeiras e do Bradesco BBI na interlocução com investidores brasileiros.
A estratégia inclui a busca por apoio de organismos públicos e agências de fomento. Entre os potenciais parceiros estão o BNDES, a Development Finance Corporation (DFC), dos Estados Unidos, além de instituições europeias e canadenses interessadas em fortalecer cadeias de suprimentos de minerais considerados essenciais para a transição energética.
A agência de crédito à exportação do Canadá avalia o financiamento de US$ 275 milhões, e a Ecora Royalties, empresa especializada em royalties de minerais essenciais, poderá conceder aproximadamente US$ 62 milhões em empréstimos, segundo informações da empresa.
O movimento ocorre em um momento de crescente preocupação global com a segurança no fornecimento de matérias-primas estratégicas. A concentração da produção mundial de níquel e cobalto em poucos países tem levado governos e empresas a diversificar suas fontes de abastecimento.
Localizado no Piauí, o projeto deverá produzir cerca de 28 mil toneladas anuais de níquel e 1 mil toneladas de cobalto nos primeiros dez anos de operação. A expectativa da empresa é iniciar a produção comercial em 2030.
Com a expansão da demanda por veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e outras tecnologias de baixo carbono, a Brazilian Nickel aposta no projeto como um dos principais ativos brasileiros voltados ao mercado global de minerais críticos.
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