
A Appian Capital Brazil deu mais um passo em sua estratégia de expansão no setor mineral brasileiro com o avanço do Projeto Grafite Jordânia, empreendimento que prevê investimentos de aproximadamente R$ 700 milhões no município de Jordânia, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais.
Em fase de desenvolvimento e licenciamento ambiental, o projeto conduzido pela Graphcoa, joint venture da Appian, contempla a implantação de uma unidade com capacidade para produzir mais de 50 mil toneladas anuais de grafite concentrado. A entrada em operação está prevista para o segundo semestre de 2029.
Recentemente, a empresa realizou uma audiência pública em Jordânia para apresentar à população os detalhes do empreendimento e os resultados do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA). A iniciativa buscou ampliar a transparência e fortalecer o diálogo com a comunidade local.
Segundo Ricardo Alves, diretor-executivo da Graphcoa, empresa controlada pela Appian Capital Brazil, o projeto representa um marco importante para a companhia e para o desenvolvimento regional.
“O reconhecimento do Governo de Minas Gerais e a construção de um relacionamento transparente com a comunidade reforçam nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável do Vale do Jequitinhonha. O projeto foi estruturado com base em elevados padrões operacionais e ambientais“, afirmou.
Com apoio da Invest Minas, o empreendimento foi enquadrado pelo Governo de Minas Gerais como projeto prioritário para o desenvolvimento econômico estadual. A classificação considera a relevância estratégica do grafite, mineral considerado crítico para diversas cadeias produtivas globais.
As obras da futura mina devem começar no segundo semestre de 2027, condicionadas à obtenção das licenças ambientais e à decisão final de investimento. Durante o pico da construção, a expectativa é gerar cerca de 600 empregos diretos. Somando a fase operacional, o projeto poderá criar aproximadamente 600 postos diretos e 800 indiretos na região.
O concentrado produzido deverá apresentar teor próximo de 95% de carbono grafítico, destinado a segmentos industriais de alto valor agregado.
O Projeto Grafite Jordânia representa a segunda iniciativa da Appian no segmento. A primeira foi a Mina Boa Sorte, localizada em Itagimirim, na Bahia, concebida como unidade de demonstração para validar processos de beneficiamento e fornecer material para programas de qualificação junto à indústria global de baterias para veículos elétricos.
Com a nova operação em escala comercial, a companhia pretende ampliar sua participação no mercado nacional e internacional de grafite, consolidando sua posição entre os principais produtores do mineral no Brasil.
Sustentabilidade e gestão ambiental
Entre os diferenciais do empreendimento está a adoção de tecnologias que eliminam a necessidade de barragens de rejeitos. O projeto utilizará disposição a seco dos resíduos por meio de filtros-prensa, sistema que possibilita a recuperação e reutilização de mais de 80% da água empregada no processo produtivo.
Além disso, estão previstas ações de recuperação ambiental, incluindo revegetação com espécies nativas e manutenção de corredores ecológicos para preservação da fauna local.
Mineral estratégico para a transição energética
Considerado essencial para a produção de baterias de veículos elétricos, o grafite também possui ampla aplicação em diversos segmentos industriais. O mineral é utilizado na fabricação de refratários, ligas metálicas, lubrificantes, polímeros, componentes industriais e até em atividades agrícolas.
A crescente demanda por tecnologias ligadas à transição energética tem ampliado a importância do grafite no mercado global, tornando o mineral um dos insumos estratégicos para o desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis.
O post Appian avança em projeto de grafite de R$ 700 milhões no Vale do Jequitinhonha apareceu primeiro em Revista Mineração.




