CODELCO FIRMA PARCERIA DE CINCO ANOS PARA AVANçAR NA AUTOMAçãO DAS OPERAçõES SUBTERRâNEASJAGUAR MINING AUMENTA PRODUçãO DE OURO EM 30% NO 3T26GRUPO J. MENDES SUSPENDE ATIVIDADES DA JMN MINERAçãO EM MGCEDRO OBTéM LICENçA AMBIENTAL PARA PORTO DE R$ 3,6 BILHõES NO RJG MINING ELEVA PRODUçãO DE OURO EM 22% E MANTéM PROJEçãO ANUALAURA MINERALS REGISTRA PRODUçãO RECORDE NO 3T26MINERAçãO BRASILEIRA REGISTRA US$ 8,2 BILHõES EM NEGóCIOS DESDE 2025ANGLO AMERICAN AMEAçA FECHAR OPERAçõES DE NíQUEL NO BRASIL SE UE BARRAR VENDA à MMGANM REDUZ NíVEL DE EMERGêNCIA DE BARRAGEM DA EMICON EM BRUMADINHO (MG)SIGMA LITHIUM RETOMA OPERAçõES EM MG APóS DECISãO JUDICIALATLANTIC NICKEL REGISTRA PRODUçãO RECORDE E AVANçA EM PROJETO SUBTERRâNEO NA BAPILAR GOLD PROJETA RECEITA DE US$ 180 MILHõES A PARTIR DE 2027BRAZILIAN CRITICAL MINERALS COMPRA 90% DE FáBRICA NA BA PARA PROJETO DE TERRAS RARASAURA MINERALS VAI ASSUMIR FROTA DE TRêS OPERAçõES NO BRASIL AO CUSTO DE R$ 612 MILHõESLYNAS ANUNCIA AQUISIçãO DA METEORIC E PROJETO DE TERRAS RARAS EM MG POR R$ 3,5 BILHõESANGLO AMERICAN CONCLUI IMPLANTAçãO DE CINCO PERFURATRIZES AUTôNOMAS EM MGUSIMINAS VAI INVESTIR R$ 1,7 BILHãO NA RECONSTRUçãO DA BATERIA 4 EM IPATINGA (MG)FRETE EM ALTA FAZ CSN MINERAçãO REDUZIR PRODUçãO E REVER METAS DE 2026PROJETO DE GRAFITE DA ATLAS EM MG TEM RECURSO ESTIMADO EM 24,2 MTRODRIGO DE AZEREDO SANTOS SERá O NOVO PRESIDENTE DO IBRAMCODELCO FIRMA PARCERIA DE CINCO ANOS PARA AVANçAR NA AUTOMAçãO DAS OPERAçõES SUBTERRâNEASJAGUAR MINING AUMENTA PRODUçãO DE OURO EM 30% NO 3T26GRUPO J. MENDES SUSPENDE ATIVIDADES DA JMN MINERAçãO EM MGCEDRO OBTéM LICENçA AMBIENTAL PARA PORTO DE R$ 3,6 BILHõES NO RJG MINING ELEVA PRODUçãO DE OURO EM 22% E MANTéM PROJEçãO ANUALAURA MINERALS REGISTRA PRODUçãO RECORDE NO 3T26MINERAçãO BRASILEIRA REGISTRA US$ 8,2 BILHõES EM NEGóCIOS DESDE 2025ANGLO AMERICAN AMEAçA FECHAR OPERAçõES DE NíQUEL NO BRASIL SE UE BARRAR VENDA à MMGANM REDUZ NíVEL DE EMERGêNCIA DE BARRAGEM DA EMICON EM BRUMADINHO (MG)SIGMA LITHIUM RETOMA OPERAçõES EM MG APóS DECISãO JUDICIALATLANTIC NICKEL REGISTRA PRODUçãO RECORDE E AVANçA EM PROJETO SUBTERRâNEO NA BAPILAR GOLD PROJETA RECEITA DE US$ 180 MILHõES A PARTIR DE 2027BRAZILIAN CRITICAL MINERALS COMPRA 90% DE FáBRICA NA BA PARA PROJETO DE TERRAS RARASAURA MINERALS VAI ASSUMIR FROTA DE TRêS OPERAçõES NO BRASIL AO CUSTO DE R$ 612 MILHõESLYNAS ANUNCIA AQUISIçãO DA METEORIC E PROJETO DE TERRAS RARAS EM MG POR R$ 3,5 BILHõESANGLO AMERICAN CONCLUI IMPLANTAçãO DE CINCO PERFURATRIZES AUTôNOMAS EM MGUSIMINAS VAI INVESTIR R$ 1,7 BILHãO NA RECONSTRUçãO DA BATERIA 4 EM IPATINGA (MG)FRETE EM ALTA FAZ CSN MINERAçãO REDUZIR PRODUçãO E REVER METAS DE 2026PROJETO DE GRAFITE DA ATLAS EM MG TEM RECURSO ESTIMADO EM 24,2 MTRODRIGO DE AZEREDO SANTOS SERá O NOVO PRESIDENTE DO IBRAM
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IBRAM: Congresso debate segurança jurídica e novos rumos da mineração no Brasil

A expansão da demanda mundial por minerais críticos e estratégicos abre uma nova janela de oportunidades para a mineração brasileira, mas também amplia os desafios jurídicos, regulatórios e ambientais enfrentados pelo setor. Esse foi um dos principais temas debatidos nesta terça-feira (15), em Brasília (DF), durante a abertura do Congresso Internacional de Direito Minerário 2026, promovido pelo Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM).

O Brasil é apontado como um dos países com maior potencial para ampliar a produção e avançar na industrialização de minerais estratégicos, entre eles terras raras, lítio, vanádio e grafita. A perspectiva de crescimento dos investimentos, porém, envolve questões que vão além da capacidade produtiva, como segurança jurídica, regras tributárias, proteção ambiental, direitos territoriais, investimentos estrangeiros e soberania sobre os recursos naturais.

Na avaliação do diretor-presidente do IBRAM, Pablo Cesário, a segurança jurídica é fundamental para criar condições para que os investimentos em mineração resultem em benefícios econômicos e sociais para o país.

Ao tratar dos desafios ambientais, o executivo defendeu uma atividade mineral capaz de combinar crescimento econômico e redução dos impactos. “Esta é a forma como criamos uma mineração não apenas aceitável, mas desejável. A gente precisa ser portador da bandeira da segurança e do baixo impacto ambiental, idealmente criando mais benefícios do que efeitos negativos ambientais”, afirmou.

Cesário também ressaltou que o debate sobre Direito Minerário precisa considerar a criação de regras e regimes capazes de oferecer maior previsibilidade ao setor e garantir que os resultados da atividade mineral sejam revertidos em benefícios para a sociedade.

Potencial mineral brasileiro

A necessidade de transformar o potencial geológico brasileiro em desenvolvimento econômico também foi destacada por Sami Arap Sobrinho, vice-presidente executivo da Vale, durante a cerimônia de abertura.

Segundo o executivo, o país possui uma grande riqueza mineral ainda pouco conhecida. Apenas 28% do território brasileiro está mapeado, o que, na avaliação dele, representa uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre os recursos disponíveis.

Sami, porém, ponderou que identificar as reservas é apenas uma etapa. O país também precisa responder a questões relacionadas ao financiamento dos projetos, infraestrutura e tecnologia.

“Sem sombra de dúvida, o Brasil tem uma riqueza enorme em potencial minerário. Mas somente 28% do território está mapeado. Temos uma oportunidade brutal para conhecer exatamente o que é esse potencial. Mas, além de conhecê-lo, o que faremos com ele? Quem vai financiar? Onde está a infraestrutura? Tecnologia?”, questionou.

O executivo também apontou a insegurança jurídica e a falta de previsibilidade regulatória como obstáculos para o avanço dos empreendimentos minerais.

“Não adianta o Brasil ter o potencial se ele não consegue desenvolvê-lo. Precisamos encontrar alguma solução para destravar o potencial mineral do Brasil”, afirmou Sami, defendendo a criação de mecanismos que reduzam movimentos de interrupção e retomada de projetos, os chamados “stop and go”.

Soberania, terras indígenas e reforma tributária

A programação do Congresso Internacional de Direito Minerário 2026 aborda uma série de temas considerados estratégicos para o futuro da mineração brasileira.

Entre os assuntos estão a litigância internacional relacionada à soberania nacional, aquisição de terras por estrangeiros e mineração em terras indígenas. O evento também discute os efeitos da reforma tributária, conflitos entre diferentes atividades econômicas e a expansão das fontes renováveis de energia.

A legislação relacionada à disposição de rejeitos e outras normas que impactam diretamente a atividade mineral também fazem parte da agenda.

Além das questões jurídicas, o congresso discute o papel da mineração na economia brasileira, incluindo investimentos, geração de empregos, arrecadação e desenvolvimento regional.

Outro eixo do encontro é o futuro tecnológico do setor. A inteligência artificial, a inovação e o uso de dados estão transformando processos e operações e devem alterar também a relação das empresas de mineração com novas tecnologias.

Ao longo dos dois dias de programação, especialistas, advogados, executivos e representantes da indústria mineral devem aprofundar o debate sobre a construção de um ambiente com maior segurança jurídica e previsibilidade regulatória, capaz de acompanhar as mudanças do setor e ampliar a contribuição da mineração para o desenvolvimento brasileiro.

 

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