
A Nexa desenvolveu um protótipo de capacete de segurança desenvolvido para acomodar diferentes tipos e volumes de cabelo, transformando um desafio identificado no ambiente operacional em uma iniciativa de inovação com potencial de aplicação em toda a indústria.
A solução surgiu a partir da identificação de uma lacuna na oferta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e foi desenvolvida por meio de um processo de inovação aberta, que envolveu etapas de pesquisa, desenvolvimento, prototipagem, testes e validação em campo.
A iniciativa está alinhada à estratégia da companhia de utilizar tecnologia e inovação para solucionar desafios concretos das operações, associando segurança do trabalho, diversidade e ergonomia.
A ideia começou a ser discutida internamente a partir de uma necessidade identificada na operação e foi levada aos grupos de afinidade Empodera, voltado à questão feminina, e Tonalidades, dedicado à questão racial. Em 2025, a Nexa iniciou uma construção conjunta envolvendo equipes técnicas, corpo diretivo e agentes externos para transformar a proposta em uma solução concreta.
Para a gerente de inovação da Nexa, Nataly Yoshino, a adaptação do EPI é importante não apenas sob a perspectiva da segurança, mas também por representar aspectos relacionados à identidade e ao pertencimento.
“A diversidade capilar é uma expressão de identidade, cultura e pertencimento, e o EPI precisa ser adaptado à pessoa que faça uso dele. Ao inovar com um capacete mais inclusivo e seguro, a Nexa também amplia possibilidades para o setor mineral e a indústria como um todo. Sabemos que há uma lacuna no mercado e é provável que outras indústrias estejam passando pelo mesmo desafio”, afirma.
Protótipo combina segurança e ergonomia
Antes de desenvolver o equipamento, a Nexa realizou uma pesquisa para identificar fornecedores nacionais e internacionais que pudessem oferecer uma solução compatível com a necessidade identificada. Como não encontrou uma alternativa adequada no mercado, a companhia decidiu avançar para a criação de um protótipo.
A iniciativa foi apresentada ao programa M-Start, do Mining Hub, aceleradora de inovação aberta voltada ao setor mineral da qual a Nexa é associada. A proposta foi aprovada e, durante o processo, a companhia identificou a startup Bicipreta, fundada em Salvador (BA) e especializada em soluções de ciclomobilidade negra.
A startup recebeu o desafio de desenvolver um modelo que respeitasse as rotinas das operações industriais e, simultaneamente, mantivesse a conformidade legal e oferecesse maior proteção e conforto para pessoas com cabelos volumosos.

O protótipo preserva os requisitos de proteção de um capacete de segurança, mas recebeu alterações de design e ergonomia para melhorar a acomodação de diferentes tipos de cabelo. Entre as características incorporadas estão maior altura e profundidade, canais internos de ventilação, fecho anatômico e soluções estruturais destinadas à dissipação de impactos.
O equipamento também conta com uma elevação externa para dissipação de impacto e apresenta design estilizado com identidade tribal, nas cores preto e laranja, que representam resiliência.
A cor branca permanece como predominante, em atendimento às exigências da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). O casco externo é produzido em polietileno de alta densidade (PEAD), seguindo o padrão de segurança estabelecido pelos órgãos reguladores.
Apesar dos avanços no desenvolvimento, a solução ainda depende da formação de parcerias para alcançar escala comercial. A expectativa é que, com novos parceiros, o equipamento possa chegar a outras mineradoras e também a empresas de diferentes setores que utilizam capacetes de segurança como EPI.
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