
A Mina Chapada, operada pela Lundin Mining em Alto Horizonte, no Norte de Goiás, entra em uma nova etapa de desenvolvimento após avanços voltados à eficiência operacional, competitividade e geração de valor. A transformação dos últimos anos estabelece as bases para uma nova fase de crescimento, que tem como principal destaque o Projeto Saúva.
Um dos pilares dessa evolução é o programa Full Potential, que, ao longo de três anos, reuniu mais de 60 iniciativas direcionadas à melhoria dos processos operacionais e à geração sustentável de valor.
Os resultados já aparecem nos indicadores da operação. Entre 2022 e 2025, o custo C1 da produção de cobre caiu de US$ 2,08 para US$ 0,75 por libra, uma redução de 64%. A queda reforçou a competitividade da Mina Chapada e ampliou sua capacidade de enfrentar os desafios relacionados às características do minério produzido na unidade.
Atualmente, a operação trabalha com teores de alimentação de aproximadamente 0,25% de cobre e 0,16 grama por tonelada de ouro. Mesmo com esses teores, a combinação de eficiência operacional, inovação e disciplina na gestão contribuiu para elevar o desempenho da mina e manter sua competitividade.
Projeto Saúva amplia potencial
A próxima etapa de expansão está relacionada ao Projeto Saúva, considerado um dos principais projetos de crescimento da Lundin Mining no Brasil. A descoberta amplia o potencial mineral da região e pode contribuir de forma significativa para o aumento da produção da Mina Chapada.
O depósito conta com 250 milhões de toneladas de recursos medidos e indicados a céu aberto, com teor médio de 0,28% de cobre e 0,16 g/t de ouro. O projeto também apresenta 25 milhões de toneladas de recursos inferidos com potencial de exploração subterrânea, com teores médios de 0,50% de cobre e 0,41 g/t de ouro.
De acordo com os estudos, o Saúva poderá adicionar, em média, aproximadamente 15 mil toneladas de cobre e 45 mil onças de ouro por ano à produção. A estimativa representa um crescimento de cerca de 30% na produção de cobre e de 75% na produção de ouro da Mina Chapada, além de abrir espaço para uma possível extensão da vida útil da operação.
O desenvolvimento do projeto já está em andamento. Entre as iniciativas está a construção de um novo moinho de bolas, cuja entrada em operação está prevista para 2027. O primeiro minério do Saúva é esperado para 2029.
Reservas e recursos
O potencial de crescimento da Mina Chapada está apoiado em uma expressiva base mineral. Atualmente, a operação possui 1,23 milhão de toneladas de cobre e 2,2 milhões de onças de ouro em reservas minerais, classificadas como economicamente aproveitáveis.
Além das reservas, Chapada reúne 2,94 milhões de toneladas de cobre e 5 milhões de onças de ouro em recursos minerais. Esses volumes representam o potencial mineral identificado na região e podem sustentar novas oportunidades de desenvolvimento no futuro.
Com os ganhos de eficiência obtidos nos últimos anos, uma base mineral robusta e o avanço do Projeto Saúva, a Mina Chapada se prepara para uma nova fase. A estratégia combina aumento de produtividade, desenvolvimento de novos recursos e expansão da produção, fortalecendo o papel da operação no portfólio de cobre da Lundin Mining.
A evolução da unidade em Goiás mostra uma estratégia baseada em eficiência no presente e expansão no longo prazo, com o Projeto Saúva como um dos principais vetores para o crescimento futuro da operação.
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