
A Agência Nacional de Mineração (ANM) determinou o encerramento do nível de emergência do Sistema Pontal, localizado na Mina Cauê, da Vale, em Itabira, Minas Gerais. A decisão, tomada em 29 de outubro de 2026, representa um avanço na gestão de segurança das barragens da mineradora, que passa a não ter nenhuma estrutura classificada em nível de emergência no município.
A mudança na classificação foi possível após a melhoria das condições de estabilidade do sistema, especialmente em decorrência das intervenções realizadas no Dique Minervino. As obras de reforço foram finalizadas em dezembro de 2025 e elevaram os fatores de segurança da estrutura, que passaram a atender aos parâmetros exigidos pela legislação.
Segundo a Vale, o encerramento da situação de emergência reflete os resultados das medidas de engenharia e prevenção implementadas nos últimos anos para ampliar a segurança de suas estruturas em Itabira.
Diogo Monteiro, diretor de Operações da Vale no município, destacou que a decisão representa um marco para a cidade e demonstra os avanços obtidos com as intervenções de segurança realizadas pela companhia.
Sistema Pontal possui estabilidade atestada por auditorias independentes
Localizado na Mina Cauê, o Sistema Pontal reúne diferentes estruturas de contenção de rejeitos. Entre elas estão os Diques Minervino e Cordão Nova Vista, que permanecem em processo de descaracterização, além dos Diques 2, 3, 4 e 5, cujas obras de eliminação já foram concluídas.
O conjunto também inclui uma barragem principal construída pelo método a jusante.
De acordo com a mineradora, o sistema conta com Declarações de Condição de Estabilidade (DCE) positivas, emitidas por auditorias externas independentes. As avaliações indicam que os fatores de segurança estão acima dos limites mínimos estabelecidos pela legislação.
O acompanhamento das condições geotécnicas é realizado continuamente pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG) da Vale.
Vale concluiu 80% das descaracterizações previstas em Itabira
O programa de descaracterização de barragens e diques da Vale em Itabira já alcançou 80% de execução em número de estruturas concluídas. Das dez estruturas contempladas pela iniciativa, oito tiveram suas obras finalizadas.
As duas restantes são os Diques Minervino e Cordão Nova Vista, que estão em obras desde junho de 2026. A previsão divulgada pela companhia é concluir as intervenções em 2030 e 2033, respectivamente.
Durante o período de maior intensidade das atividades, a expectativa é de geração de aproximadamente 300 postos de trabalho diretos e indiretos, com prioridade para a contratação de trabalhadores da região.
Para reforçar a segurança durante a execução dos projetos, a mineradora implantou estruturas adicionais de contenção a jusante. A ECJ Coqueirinho foi concluída em junho de 2022, enquanto a ECJ2 teve suas obras encerradas em setembro de 2025.
Essas intervenções se somam ao reforço do Dique Minervino e integram as medidas adotadas para reduzir riscos às comunidades e ao meio ambiente.
Programa nacional de descaracterização soma R$ 13,7 bilhões
Em âmbito nacional, a Vale informou ter concluído a descaracterização de 19 das 30 estruturas previstas em seu programa de eliminação de barragens e diques construídos pelo método a montante.
O resultado corresponde a aproximadamente 63% do total de estruturas contempladas.
Até o momento, os investimentos acumulados pela companhia no programa somam R$ 13,7 bilhões.
As estruturas a montante que ainda não foram descaracterizadas permanecem inativas e são acompanhadas permanentemente pelo Centro de Monitoramento Geotécnico da mineradora, com operação ininterrupta, 24 horas por dia.
Apesar do encerramento dos níveis de emergência em Itabira, a Vale continuará executando as intervenções previstas para a eliminação das estruturas remanescentes no município.
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