
Promovido em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com apoio do Ministério de Minas e Energia (MME), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o evento reuniu representantes do setor público, universidades, centros de pesquisa, empresas de mineração e especialistas para discutir os desafios e perspectivas do segmento.
A grande procura pelas inscrições levou a organização a transferir o seminário para o Auditório Horta Barbosa, da UFRJ, permitindo ampliar o número de participantes presenciais.
Na cerimônia de abertura, a diretora do CETEM, Silvia França, destacou que o seminário, criado em 2011, acompanha a evolução das discussões sobre minerais estratégicos e ganha ainda mais relevância diante do papel das terras-raras na transição energética, na digitalização da economia, na mobilidade elétrica e na segurança das cadeias globais de fornecimento.
Segundo a diretora, o Brasil reúne condições favoráveis para ocupar posição de destaque no cenário internacional, desde que consiga integrar pesquisa científica, políticas públicas e desenvolvimento industrial para agregar valor aos recursos minerais nacionais.
O presidente da comissão organizadora do evento, pesquisador Ysrael Vera, afirmou que o seminário tem como missão aproximar todos os agentes envolvidos na cadeia produtiva, promovendo intercâmbio de conhecimento e estimulando novas parcerias.
Ele ressaltou que, desde a edição anterior, o Brasil avançou em iniciativas consideradas estratégicas, como a produção industrial de carbonato de terras-raras, a evolução de plantas-piloto e o fortalecimento da infraestrutura destinada à fabricação de ímãs permanentes.
De acordo com Vera, o país já reúne conhecimento técnico e profissionais qualificados para desenvolver uma indústria nacional mais robusta. O desafio agora é converter a capacidade científica em produção industrial de materiais de maior valor agregado.
A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou da abertura do encontro e destacou a importância do CETEM para o desenvolvimento científico e tecnológico da mineração brasileira, reforçando a necessidade de ampliar a agregação de valor aos minerais produzidos no país.
Durante os dois dias de programação, especialistas debateram mineração, beneficiamento mineral, inovação, sustentabilidade, políticas públicas, desenvolvimento tecnológico e estratégias para consolidar uma cadeia nacional integrada de terras-raras.
Ao promover o VII Seminário Brasileiro de Terras-Raras, o CETEM reafirmou seu papel como articulador da cooperação entre governo, academia e setor produtivo, contribuindo para transformar o potencial mineral brasileiro em desenvolvimento tecnológico, industrial e econômico sustentável.
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